segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Sem razão

“Couple on the shore” de Edvard Munch


Cada um sabe muito bem, onde o calo dói. Já segui cada conselho de tolo! E insensato que fui, rolei abaixo desgovernado e feito maluco, até o fim do maldito penhasco... Só parei ao pé da morte, destino que por Deus ainda não cheguei (sei bem o que falo).
O coração é enganoso, e eu estou sempre seguindo o meu próprio engano. Nem sei o que dizer, tamanha confusão que desta vez eu causei. Se tudo tem uma razão, a razão desta vez foi me render. Fiz um corte profundo em mim mesmo que nunca mais irá cicatrizar. Como é difícil aprender viver! nunca vou aprender?Jeito horrível de envelhecer, sem ter um pingo de razão para pensar, mesmo sabendo que não sei racional ser. Desta vez exagerei, embriagado nesta preferível e momentânea solidão, simplesmente e tão somente, com medo de enfrentar, tamanha confusão. Hoje me odeio, profundamente, me odeio...

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