segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Salmo 130

Imagem: "Silêncio" de Sofia Calado


Das profundezas clamo a ti, SENHOR.
Escuta, Senhor, a minha voz; estejam alertas os teus ouvidos às minhas súplicas.
Se observares, SENHOR, iniqüidades, quem, Senhor, subsistirá?
Contigo, porém, está o perdão, para que te temam.
Aguardo o SENHOR, a minha alma o aguarda; eu espero na sua palavra.
A minha alma anseia pelo Senhor mais do que os guardas pelo romper da manhã.
Mais do que os guardas pelo romper da manhã,
espere no SENHOR, pois no SENHOR há misericórdia; nele, copiosa redenção.
É ele quem o redime de todas as suas iniqüidades.

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Sem razão

“Couple on the shore” de Edvard Munch


Cada um sabe muito bem, onde o calo dói. Já segui cada conselho de tolo! E insensato que fui, rolei abaixo desgovernado e feito maluco, até o fim do maldito penhasco... Só parei ao pé da morte, destino que por Deus ainda não cheguei (sei bem o que falo).
O coração é enganoso, e eu estou sempre seguindo o meu próprio engano. Nem sei o que dizer, tamanha confusão que desta vez eu causei. Se tudo tem uma razão, a razão desta vez foi me render. Fiz um corte profundo em mim mesmo que nunca mais irá cicatrizar. Como é difícil aprender viver! nunca vou aprender?Jeito horrível de envelhecer, sem ter um pingo de razão para pensar, mesmo sabendo que não sei racional ser. Desta vez exagerei, embriagado nesta preferível e momentânea solidão, simplesmente e tão somente, com medo de enfrentar, tamanha confusão. Hoje me odeio, profundamente, me odeio...